Você usa essa expressão com frequência e fica na dúvida se está mesmo correta? A forma correta, em contextos formais e impessoais, é “faz-se necessário”. Essa construção pede ênclise e trata a necessidade como algo geral, sem apontar para uma pessoa específica.

Nas próximas linhas, você vai entender por que a posição do “se” faz diferença, como o verbo “fazer” se encaixa nessas frases e quando a concordância muda. Também trouxe alternativas mais simples e exemplos para fugir dos deslizes em textos formais.
Faz-se necessário está correto? Estrutura e Correção Gramatical
Use essa forma quando quiser indicar necessidade de modo impessoal. Preste atenção na colocação do “se” e na concordância do verbo com o sujeito, mesmo que ele esteja meio escondido na frase.
Construção impessoal e uso da voz passiva sintética
A expressão “faz-se necessário” aparece muito em construções impessoais e na voz passiva sintética.
Nessa voz, o pronome “se” transforma o verbo em passivo sem citar quem faz a ação.
Exemplo: “Faz-se necessário revisar o documento.”
Aqui, não se diz quem revisa; a frase fica neutra mesmo.
Use ênclise (verbo + se) porque “fazer” tem valor impessoal nesse contexto.
Evite colocar o “se” antes do verbo em textos formais, pois isso foge da norma culta para verbos impessoais.
Quando o sujeito for plural real e explícito, a estrutura muda: “Fazem-se necessárias medidas adicionais.”
Concordância verbal e formas corretas
O verbo precisa concordar com o sujeito real da oração.
Se o sujeito for uma ideia abstrata ou não existir (impessoal), deixe o verbo no singular: “Faz-se necessário um ajuste.”
“Fazer” fica na terceira pessoa do singular nessas situações.
Se houver sujeito plural claro, mude para o plural: “Fazem-se necessárias revisões e correções.”
Não force concordância com o que não está explícito; siga o sujeito que a frase realmente traz.
O predicativo “necessário” também muda para “necessárias” quando o substantivo está no plural.
Diferenças entre faz-se necessário, se faz necessário e fazem-se necessárias
“Faz-se necessário” é a forma padrão e culta em contextos impessoais.
Use quando quiser dizer que algo precisa ser feito, mas sem apontar culpados.
“Se faz necessário” aparece bastante na fala, mas não pega bem em textos formais quando o verbo é impessoal.
Deixe de lado em redações mais sérias.
“Fazem-se necessárias” é a escolha certa quando o sujeito é plural e bem definido.
Compare:
- Singular impessoal: “Faz-se necessário concluir o relatório.”
- Plural real: “Fazem-se necessárias alterações no contrato.”
Sempre olhe para o sujeito antes de decidir a forma.
Se ele é abstrato ou oculto, mantenha no singular; se for plural e explícito, vá de plural.
Contextos de uso, Alternativas e Variações Formais
“Faz-se necessário” serve bem quando você precisa falar de uma necessidade sem personalizar e em textos mais sérios.
Em comunicações diretas ou pessoais, talvez seja melhor simplificar e evitar frases pesadas.
Situações formais e recomendações para comunicação escrita
Em documentos oficiais, relatórios e comunicados de empresa, “faz-se necessário” é aceito e passa a ideia de impessoalidade.
Use quando quiser indicar uma exigência sem apontar o dedo.
Prefira a ênclise (“faz-se”) para seguir a norma culta.
Evite “se faz necessário” em textos formais; muita gente considera menos elegante ou até errado.
Se quiser mais clareza, vá de frases curtas.
Exemplo: “Faz-se necessário revisar o contrato até 10/02.”
Se o leitor precisa saber quem faz, troque por frases ativas: “A equipe deve revisar o contrato.”
Alternativas e sinônimos: é necessário, precisa, é essencial
Você pode (e às vezes deve) usar sinônimos mais simples e diretos.
“É necessário” funciona bem em textos formais e não exige ênclise.
“Precisa” deixa tudo mais direto, ótimo para instruções e e-mails rápidos: “O projeto precisa ser entregue amanhã.”
“É essencial” reforça a importância, sem deixar margem para dúvidas.
Compare as opções:
- Faz-se necessário: impessoal, formal.
- É necessário: claro, neutro.
- Precisa / É essencial: direto, bom para instruções.
Adaptação ao contexto: informalidade, clareza e escolha da expressão
No ambiente informal ou em conversas, escolha formas mais naturais. Diga “precisa” ou “é necessário” em vez de “faz-se necessário” para fugir daquele tom rebuscado que ninguém usa no dia a dia.
Considere sempre quem vai ler. Se a pessoa precisa agir logo, use verbo direto e deixe claro quem faz o quê.
Exemplo: “Você precisa enviar os documentos hoje.” Simples, direto, sem enrolação.
Em comunicações entre colegas, clareza é o que manda. Já em textos institucionais, até vale manter um pouco mais de formalidade, mas frases longas demais? Melhor evitar.
Ajuste o jeito de escrever conforme o grau de formalidade e se for preciso apontar quem é responsável por cada coisa.

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